Igreja Virtual Evangélica

Olhai os Lírios do Campo

Bíblia Sagrada - Mt 6:28... e Lc 12:27...

Estive pensando muito na fúria com que os homens se atiram à caça do dinheiro. É essa a causa principal dos dramas, das injustiças, da incompreensão da nossa época. Eles esquecem o que tem de mais humano e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor: As relações de criatura para criatura. De que serve construir arranha-céus se não há mais almas verdadeiramente humanas para morar neles?

Quero que abram os olhos, que acordem enquanto é tempo, e leiam ao menos o SERMÃO DA MONTANHA. Os homens deviam ler e meditar esse trecho, principalmente no ponto em que Jesus nos fala dos lírios do campo, que não trabalham nem fiam, e no entanto nem Salomão em toda sua glória jamais se vestiu como um deles.

Está claro que não devemos ficar deitados à espera de que tudo nos caia do céu. É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza.

Precisamos dar um sentido humano às nossas construções. E quando o dinheiro ou o sucesso estiver nos deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.

Há na terra um grande trabalho a realizar. É tarefa para seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços enquanto os aproveitadores sem escrúpulos engendram os monopólios gananciosos, as guerras e as intrigas cruéis. Temos de fazer-lhes frente. É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e a violência e sim com as do amor e da persuasão. Considera a vida de Jesus. Ele foi antes de tudo um homem de ação e não um puro contemplativo.

Quando falo em conquista, quero dizer a conquista duma situação decente para todas as criaturas humanas: a conquista da paz digna, através do espírito de cooperação.

E, quando falo em aceitar a vida não me refiro a aceitação resignada e passiva de todas as desigualdades e malvadezas, absurdos e misérias do mundo. Refiro-me sim à aceitação da luta necessária do sofrimento que essa luta nos trará e das horas amargas a que ela forçosamente nos há de levar.